COORDENAÇÕES

CONTER elege presidentes das Coordenações de Educação e de Fiscalização

Ascom CONTER
13/12/2019
COORDENAÇÕES

 

O 7º Corpo de Conselheiros do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) escolheu, no último dia 4, os presidentes das Coordenações Nacionais de Educação (Conae) e de Fiscalização (Conafi). Os grupos são responsáveis por políticas de atenção a dois dos principais campos de atuação do Conselho Nacional. O Conselheiro Federal Marcos Júnior, que representa o estado de Minas Gerais, presidirá a Conafi e a Conselheira Silvia Karina, do Pará, permanece à frente da Conae.

Luciano Guedes, presidente do CONTER, explica a importância das coordenações e a responsabilidade dos atuais líderes. “A fiscalização e a educação são ferramentas fundamentais de proteção à sociedade; a primeira, por coibir o exercício da profissão por pessoas leigas, e a segunda, pela promoção de uma cultura voltada à educação continuada totalmente capaz de fortalecer a categoria. Um profissional em constante processo de aprendizagem também é um agente de segurança direto, assim como os fiscais do Sistema. A integração entre essas áreas é essencial para a valorização dos profissionais”, analisa o representante.

Neste mandato, o intuito é dar continuidade aos projetos que já vem sendo desenvolvidos e que estão gerando resultados positivos nas duas frentes. “Entendemos que a fiscalização exerce também funções educativas e de identificação das demandas dos profissionais e da sociedade. É um elo entre a população e a gestão do Conselho”, defende o presidente.

Os caminhos para a educação

Primeira mulher a presidir a Coordenação de Educação, Silvia Karina foi reeleita para exercer a função pelos próximos dois anos e meio. Desde o início do seu mandato como Conselheira do CONTER, ela lidera a Conae, que é composta por especialistas de alto gabarito, ligados à academia e também ao campo de gestão educacional. Nesse período, a Coordenação alcançou grandes avanços, como a reformulação do periódico científico do CONTER, a Revista Curie&Röntgen e a formulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Radiologia. Atualmente os documentos encontram-se sob análise do Ministério da Educação (MEC), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e das Secretarias Estaduais de Educação Profissional.

 

A técnica em Radiologia acredita no poder de transformação pela educação. Concomitantemente com o exercício das técnicas radiológicas, atuou em projetos sociais de formação e conscientização voltados à populações em situação de vulnerabilidade, principalmente, nas áreas de defesa dos direitos de crianças, adolescentes e mulheres. Para ela, essa bagagem anterior ao mandato de conselheira agregou elementos fundamentais hoje colocados em prática na Coordenação Nacional de Educação.

Na Radiologia, atua há mais de 17 anos e, hoje, exerce a profissão no Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei, o PSM do Guamá, e no Hospital Universitário da Universidade Federal do Pará (UFPA), ambos na capital Belém. Além da Radiologia, é graduanda em Jornalismo e em Ciências Sociais, com ênfase em Ciências Política e Antropologia.

Sobre os objetivos do mandato que se inicia, reitera a promoção de uma cultura voltada para a educação continuada. “Seguimos dando andamento ao plano de formação e desenvolvimento constantes, para aprimorar os indivíduos e consequentemente melhorar a qualidade dos serviços prestados aos pacientes. A educação fomenta, cria e estabelece culturas; uma tradição que pretendemos estabelecer é a de que devemos estudar o tempo inteiro”, defende Silvia Karina. “Um cidadão instruído e qualificado se torna mais consciente do seu dever e tem mais instrumentos para fazê-lo da melhor forma responsável e para a coletividade”, finaliza a representante.

Fiscalização: a principal ferramenta de controle

Marcos Junior, eleito pelos profissionais de Minas Gerais, assume agora o posto de presidente da coordenação da principal atividade do Sistema CONTER/CRTRs, a fiscalização. O Conselheiro Federal contará com a experiência dos últimos dois anos e meio em que atuou na Conafi como membro, além da bagagem de mais de 15 anos no mercado. Atualmente, exerce a profissão no pronto socorro do Hospital Julia Kubitschek de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Formado em técnico e tecnólogo em Radiologia, é pós-graduado em Gerontologia, Gestão Pública e Docência do Ensino Superior. Nas técnicas radiológicas, se especializou Tomografia Computadorizada e em Ressonância Magnética; atualmente, está no último período do curso de graduação em Serviço Social. Para o profissional, a formação em Serviço Social complementa o ajudará a exercer um trabalho mais consciente à frente da Coordenação de Fiscalização. “O Serviço Social me ensinou a ter mais sensibilidade sobre diversas questões. Então, quero contribuir com a Diretoria Executiva para a valorização do agente fiscal e para o aprimoramento da fiscalização, temas que estão intrinsecamente ligados”, pondera.

A consciência social sempre esteve presente carreira do representante. Ele, por 12 anos, este à frente do Asilo Lar Tarefa Amor, em Belo Horizonte. Atualmente, ainda trabalha com a instituição na função de responsável técnico.

Com a participação de Marcos Júnior, a Conafi alcançou avanços significativos. Além do crescimento nos números, os meios de controle e supervisão foram aprimorados pelo grupo. “Hoje, conseguimos traçar uma padronização de procedimentos que tem gerado resultados positivos, respeitando, claro, as particularidades de cada região. Atualmente, conseguimos observar com mais clareza os trabalhos que vem sendo desenvolvidos nos Conselhos Regionais e, assim, identificamos pontos que devem evoluir e boas práticas, que são compartilhadas com outros estados”, informa o profissional.

O conselheiro destaca que a Coordenação também passou a supervisionar o trabalho realizado após o ato fiscalizatório, que envolve o serviço administrativo responsável por tomar as providências necessárias para impedir que os desvios permaneçam quando os fiscais forem embora. “Isso também evidencia que boa parte da estrutura dos Conselhos Regionais está diretamente ligada ao serviço de fiscalização”, explana Marcos Junior.  As ações adotadas diante das irregularidades incluem a abertura de processos administrativos, a notificação a outras autoridades competentes fora da jurisdição do Sistema CONTER/CRTRs e até o acionamento da justiça.

A composição das Coordenações

Conafi

TNR. Marcos Junior
Presidente

TNR. Luciene Maria do Prado
Supervisora fiscal

TR. Antônio Eudes
Primeiro Secretário

TR. Jorge Chernicharo
Segundo Secretário

Membros Suplentes:

TR. Alexandro Alves dos Santos
TR. Carlos Alberto Rodembusch Alves
TNR. Marcos José Fraga Nunes

Conae

TR. Silvia Karina Lopes da Silva
Presidenta

Professor Paulo Roberto Wollinger
Primeiro Secretário

Professor Francisco Aparecido Cordão
Segundo Secretário

Membros Suplentes:

TR. Rubens Acosta Machado
TR. Luis Gomes
Dra. Kênia Rangel Mares