TECNOLOGIA

Futura tecnóloga elabora protótipo de aplicativo para estudos da anatomia radiológica

Naum Carlos/Ascom CONTER
11/10/2018
TECNOLOGIA

A estudante deseja, no futuro, disponibilizar o app como mais uma fonte de pesquisa para a comunidade radiológica 

Cada vez mais a tecnologia se torna essencial em nossas vidas, seja na comunicação, na saúde, nas engenharias ou em diversos outros âmbitos sociais. Para a Radiologia, o crescente requinte das técnicas e das máquinas tem viabilizado uma melhor qualidade tanto na vida dos profissionais da área quanto para a sociedade como um todo. Tal desenvolvimento é fruto do trabalho e do conhecimento de muitas pessoas que dedicam a vida para o estudo e desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo na área de produção de exames de imagem.

Caroline Monteiro está prestes a se formar em Tecnologia da Radiologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Seu projeto de conclusão de curso é um protótipo de aplicativo para smartphones voltado para estudantes e autodidatas de anatomia radiológica. A estudante fez uma análise de apps já disponíveis no mercado, identificou os problemas recorrentes e decidiu ir em busca da solução. “Sempre gostei de tecnologia e acabei me frustrando ao tentar estudar pelos aplicativos. O trabalho de conclusão de curso foi só o empurrão para iniciar as pesquisas e achar soluções para a minha insatisfação”, explica a jovem de 26 anos.

Para a empreitada, Caroline contou com a ajuda de Rodrigo de Souza, designer e programador de jogos. “Ele me ajudou a planejar a ergonomia das ferramentas no protótipo e a manter o projeto com uma identidade visual harmoniosa com o tema e o com a área, fora a visão de programador para facilitar uma possível produção do app”, revela a futura tecnóloga, que estagiou no Hospital da Irmandade da Santa Casa de São Paulo e no Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

Após a análise de dois aplicativos disponíveis em lojas virtuais, a paulistana definiu a diversidade de conteúdos e a interatividade como esteio para o seu projeto. “Uma ferramenta em que o usuário possa elaborar o próprio material de estudo, com imagens disponibilizadas em uma galeria interna no próprio aplicativo e espaço para inserir suas anotações, seria interessante”, escreve em seu artigo, que contou com a ajuda da orientadora, Dra. Cristiane Hernandes, e da co-orientadora, Dra. Anna Carrare, para o direcionamento da pesquisa. As duas acadêmicas são formadas em Ciência da Computação e lecionam na FCMSCSP.

Por enquanto, o app é apenas um protótipo com o visual pronto e não está disponível para o público. No entanto, Caroline confessa o desejo de levar o projeto adiante: “Inicialmente, preciso estruturar melhor o projeto para torná-lo o mais ergonômico e amigável ao público possível”, determina. Para o futuro, a estudante vislumbra dois prováveis caminhos: criar um mínimo produto vendável (MVP) e angariar investimentos ou criar o aplicativo por conta própria, com uma equipe de busca e seleção de imagens e conteúdos.

Link para o artigo de Caroline: https://goo.gl/hwsRgB