OUTUBRO ROSA

A mamografia pode ter relação com o câncer de tireoide?

Larissa Lins/Ascom CONTER
24/10/2018
OUTUBRO ROSA


Especialistas afastam qualquer argumento que ligue a doença ao exame de mama
 

O câncer de mama é, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil e atinge, majoritariamente, mulheres a partir dos 50 anos. Apesar das diversas campanhas sobre conscientização e prevenção da doença, a divulgação de algumas informações equivocadas acaba por afastar as mulheres da realização do exame.

Isto porque, devido à radiação, os procedimentos de imagem, em geral, já causam dúvidas e temores em parte da população. Sobre a mamografia, o receio mais frequente é a relação que poderia existir com câncer de tireoide, pela exposição da área à radiação área durante o exame de mama.

A Comissão Nacional de Mamografia (CNM), com representantes do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) desmistifica a questão. A comissão afirma que não existem dados consistentes que demonstrem que uma mulher submetida à mamografia tenha aumento do risco de câncer de tireoide, visto que a dose de radiação a qual a tireoide é submetida durante uma mamografia é extremamente baixa, sendo menos de 1% da direcionada à mama.

Existem colares de chumbo que protegem a área de radiação, mas o uso destes protetores não é recomendado pela CNM. O grupo afirma que a utilização pode interferir no posicionamento da mama e atrapalhar o exame, mas que podem ser recomendados para fins de suporte psicológico, para que a paciente se sinta mais segura.

Contudo, fundamentados na Portaria n.º 453/98 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê a obrigatoriedade do uso dos protetores, existem profissionais que não dispensam o material. Quando questionada pela existência dessa obrigatoriedade no documento, Linei Urban, coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia explica que "o protetor não é retirado porque está em conjunto com os demais protetores utilizados em casos especiais”.

Quem se submete ao exame pode solicitar a utilização do equipamento de proteção e o profissional responsável pelo procedimento deve esclarecer sobre a possibilidade de repetição devido ao uso do protetor. Assim como na mamografia, este processo também pode ser aplicado a procedimentos odontológicos, nos quais o uso não é obrigatório, mas pode ser solicitado caso quem esteja se submetendo ao exame opte pelo uso.

Explicando o exame de mama

A mamografia é um exame de raio X no qual a mama é posicionada no mamógrafo que a pressiona horizontal e verticalmente para uma melhor e mais nítida visualização do tecido mamário. Durante todo o procedimento é importante que a paciente se mantenha imóvel. É um processo rápido com métodos não invasivos e muito necessário no combate e prevenção do câncer de mama.