ERA DIGITAL

Radiologia Sustentável: menos impactos ambientais e melhores técnicas de imagem

Eduarda Esposito/Ascom CONTER
25/07/2019
ERA DIGITAL
Nas circunstâncias atuais, encontrar maneiras de diminuir danos ao meio ambiente em decorrência de qualquer atividade virou uma preocupação de diversos setores da sociedade. Na aplicação das técnicas radiológicas não é diferente. Graças ao avanço da tecnologia, a radiologia convencional, que, por muito tempo, foi responsável por jogar materiais pesados na natureza, tem se tornado cada vez mais sustentável. 
 
Com o que conhecemos como radiologia digital, os filmes radiográficos estão dando espaço a ferramentas mais eficazes e menos poluentes. No lugar deles, a placa de imagens, uma película sensível aos raios-x, é lida e gera imagens de alta resolução diretamente para um computador. Uma vez concebida a imagem, por meio de softwares, pode-se editá-las para uma melhor leitura e diagnóstico. Na técnica analógica, após a radiografia ser realizada, o técnico ou o tecnólogo precisava revelar o exame manualmente, utilizando câmara escura, processadora de filme e produtos químicos. Todo esse processo é eliminado na digital. 
 
O técnico em Radiologia, Adriano Célio Dias, que exerce a função de diretor-secretário do CONTER, explica que processo digital funciona da mesma maneira que convencional no que diz respeito à exposição aos raios X e a interação com o organismo para a obtenção da imagem. A diferença se dá no processo de revelação da imagem, que antes era física e agora, virtual. Ele informa ainda que a radiologia digital se divide em duas: a direta e a indireta. “Na digital direta, os raios X são capturados pela placa de imagens, que gera uma imagem digital e a envia ao computador. Na indireta, os raios são capturados por uma placa de fósforo que precisa ser escaneada para transmitir a imagem para o computador”, detalha. Ele acredita, contudo, que ambas as modalidades são melhores em qualidade e sustentabilidade do que a analógica. 
 
Outra vantagem é o fato de o armazenamento ser virtual, pois a equipe médica e o paciente têm acesso sempre que houver necessidade, sem precisar guarda-lo fisicamente. Além disso, no sistema digital, a imagem é gerada em segundos, o que possibilita maior agilidade na obtenção de um laudo. Após o tratamento, tudo fica guardado no prontuário digital do paciente ou em outros meios virtuais. 
 
“Embora a radiologia tenha revolucionado a medicina moderna e proporcionado inúmeros benefícios às pessoas, sempre houve preocupação sobre a utilização de substâncias poluentes para a obtenção de imagens. Por meio desses novos métodos, são alcançados resultados de maior qualidade e ainda diminuímos a quantidade de lixo jogados no ambiente”, defende o presidente do CONTER, Manoel Benedito Viana Santos. 
 
Reciclagem 
 
Embora seja uma tecnologia em expansão, ainda são mais comuns na radiologia convencional a impressão em filmes (películas radiográficas). O método, além do material de impressão, utiliza de químicos para a revelação, lavagem e fixação. Uma saída para diminuir impactos, é a reciclagem das imagens impressas, que se dá pela retirada da prata do filme, usada como matéria-prima para a confecção de joias e outros artefatos. 
 
Consulte a vigilância sanitária da sua região para saber mais sobre postos de coletas.