CIÊNCIA

Um passo importante na busca pela cura do HIV


22/02/2019
CIÊNCIA

Hoje em dia, pessoas diagnosticadas com o vírus da AIDS e que fazem a terapia retroviral vivem normalmente, inclusive com uma carga viral tão baixa, que se torna indetectável quando é analisada uma amostra de sangue. No entanto, isso não significa que esteja livre totalmente do HIV. Se o soropositivo parar de tomar os retrovirais, o vírus volta a se multiplicar e a atacar células de defesa do corpo humano. Isto acontece porque os remédios não conseguem afetar os vírus que se encontram em partes do corpo resistentes ao tratamento, que se chamam santuários.

Mas um estudo recente, publicado na Cell Metabolism, site especializado em metabolismo celular, sinaliza mais um passo rumo à tão esperada cura da doença que foi protagonista de uma das maiores epidemias da história recente da humanidade. Cientistas franceses revelaram que o vírus tem preferência pelas chamadas células T, que possuem maior atividade metabólica, ou seja, que consomem mais nutrientes. Com o uso de moléculas que bloqueiam o metabolismo de glucose, glutamina e ácidos graxos, os pesquisadores puderam eliminar as células T mais ativas, sem atingir as outras, no tubo de ensaio.

De acordo com a Labiotech, site de notícias especializado em biotecnologia, o líder da pesquisa, Asier Sáez-Cirión, afirma que levará alguns anos até que o estudo seja aplicado em seres humanos. “O principal desafio é encontrar uma maneira de interferir nas vias metabólicas das células infectadas sem afetar as respostas imunes que dependem das mesmas vias ou outras células nos organismos”, afirma o cientista.

Matéria completa na Labiotech, em inglês: goo.gl/XZJCs8

Matéria em português: goo.gl/Wakxik

Link do estudo, em inglês: goo.gl/LEy7Te